


Embora a Convenção de Basiléia permitiu reduzir a transferência de resíduos perigosos para países em desenvolvimento, atenuando, dessa forma, o efeito da expressão : "A África não é uma lixeira", a Comunidade Européia tomou medidas para punir as empresas que não se preocupam com o tratamento e reciclagem de REEE. O que acontece com a situação nos países em desenvolvimento, particularmente na América Latina e no Caribe ?
Continente a duas velocidades, impulsionado por um crescimento significativo no Brasil e no México, o debate sobre o tratamento dos REEE está apenas começando a ser colocado. O continente assiste como espectador à evolução na gestão de resíduos nos E.U.A. e na UE, buscando apenas implementar as melhores decisões (o México tem tido uma legislação sobre resíduos muito semelhante a aplicada na UE, e um projeto de lei está em discussão no Brasil). A regulamentação sobre REEE esta sendo implementada em todo o continente. Além disso, existe um mercado informal, feito de pequenos compradores que adquirem matérias-primas contidas nos computadores para em seguida revendê-las a preço de mercado. Alguns programas desenvolvidos por ONGs locais também permitem a reutilização de computadores obsoletos para escolas ou associações, contudo não existe regulamentação para estas práticas. A maioria dos REEE é armazenado nas instalações, ou pior ainda, despejados em aterros, contaminando o solo e as águas subterrâneas.
Alguns recicladores oferecem soluções às empresas para o tratamento dos seus REEE, contudo sem qualquer obrigação por parte das mesmas. Esse tipo de atividade é muito pouco desenvolvida. É importante saber que não existe ainda uma cultura de reciclagem na América Latina. Um amigo chileno me disse uma vez que foi preciso toda uma geração para que as pessoas começassem a usar os lixos na rua. O que será do futuro da reciclagem ? É certo que, de todos os modos, os governos de diferentes países (incluindo Brasil, México e Chile) já tomaram consciência dos desafios a serem enfrentados com relação a reciclagem de REEE.
TIC ETHIC realiza missões na América do Sul e Caribe e apoia o desenvolvimento de instalações de reciclagem nesta área. Estamos procurando parceiros financeiros, industriais e logístico para o recolhimento, tratamento e reciclagem dos resíduos de origem industrial e tecnológica.
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11e Assises nationales de la Prévention et Gestion Territoriale des déchets
TIC ETHIC intervient le Vendredi 17 Septembre
11h à 12h30
Atelier 13 : "Le Réemploi et les TIC" (Technologies de l’Information et de la Communication)
Animé par Bernard VERDONCK, Administrateur CNR, Président Réseau des Ressourceries
Intervenants :
Anne BRINGAULT, Directrice, Les Amis de la Terre : guide du réemploi, site internet « Produits pour la vie », résultat d’une étude sur l’obsolescence programmée
Benoît VARIN, Gérant, TIC ETHIC : "Comment développer le Réemploi industriel au sein des Collectivités Territoriales et favoriser le marché de l’occasion grâce à des solutions technologiques innovantes ?"
Michael COPSIDAS, Directeur, EcoGeste
Au plaisir de vous rencontrer à cette occasion !
Inscription sur : http://www.paris-dechets.com/2010/co/vendredi-17-sept.html